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quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Apokathilosis, black metal para exportação - Entrevista


 A primeira pergunta não poderia ser outra: como um Black Metaller brasileiro foi parar na Irlanda?
Felipe Roquini: Apareceu uma oportunidade profissional em Dublin, e resolvi aceitar. Era pra ser temporário mas já estou por aqui há nove anos.

Ainda focado na Irlanda, como é o cenário do país? A cena mais extrema tem bastante espaço por aí?
Felipe Roquini: Há muitos shows bons, tanto de bandas grandes quanto bandas mais underground. Promoters e gravadoras locais como a Invictus Productions e a Dublin Metal Events garantem sempre uma provisão contínua de lançamentos e shows o ano todo. Curiosamente, temos um grupo de cinco ou seis brasileiros que sempre comparecem aos shows, e estamos sempre em contato.

O primeiro álbum da banda, 'Where Angels Fear To Tread', vem sendo muito bem recebido pala mídia especializada aqui no Brasil. Vocês esperavam por isso?
Felipe Roquini: Fico contente em ver o nome do Apokathilosis sendo reconhecido cada vez mais. Minha satisfação pessoal sempre foi de dar vazão à minha criatividade na forma deste conceito musical e filosófico que representamos. Minha intenção ao divulgar a banda é plantar uma semente no inconsciente coletivo e observar as reações à nossa proposta artística. 

No álbum, podemos sentir aquele "clima" do Black Metal dos anos 90, mas sem soar datado. Isso foi intencional? Como funciona o trabalho de composição?
Felipe Roquini: Não foi necessariamente intencional, mas um processo natural diante das emoções que queremos transmitir musicalmente. Eu cresci nos anos 90 ouvindo constantemente as bandas europeias em seu auge (Rotting Christ, Immortal, Mayhem, Satyricon, Burzum, Gorgoroth, Emperor, etc), e também sempre fui influenciado pelos pioneiros (Bathory, Sarcófago, Blasphemy, etc), então é natural que nossas composições reflitam essa influência.
Os sons geralmente começam com uma sequência de riffs que forma o arranjo principal, seguido da bateria e baixo. Com o “esqueleto” do som pronto, passamos para as letras, vocais e finalmente uma dose de sintetizadores pra fechar o clima. Eu e o Marttjn trocamos ideias de sons, geralmente quase prontos, via Internet. Daí pra frente eu trabalho nestas ideias no meu home-studio em todos os instrumentos separadamente.


Outro aspecto que chama muito a atenção são as letras que fogem um pouco do comum nos grupos de Black Metal e busca outras "visões". Qual a inspiração para as letras?
Felipe Roquini: Eu tenho um grande interesse no desenvolvimento da espiritualidade pessoal livre de dogmas religiosos, numa forma de empoderamento e libertação pessoal. Eu entendo as religiões como um método de controle de massa, e algo que nós como sociedade precisamos nos libertar. Religiões em sua essência representam uma coerção psicológica que aprisiona a humanidade, muitas vezes de forma sutil e revestido de doces palavras e intenções. Embora isso não seja uma novidade no black metal, eu procuro representar este conceito numa abordagem diferente.
 A nossa diferença em lidar com este tópico é desafiar conceitos básicos sobre a natureza da consciência e suas relações com supostas autoridades, sejam elas físicas ou espirituais. Procurar entender a natureza transitória do ego encarnado e nosso real poder que reside além de nossas limitações físicas. Rejeitar enfaticamente qualquer suposta relação mestre/discípulo baseados em violência psicológica. 
 No CD “Where Angels Fear to Tread” eu me inspirei bastante no conteúdo do The Law of One (www.lawofone.info) e nos livros do Michael Reccia, principalmente o “The Fall”. São mensagens fortes de empoderamento e responsabilidade numa espiritualidade individual soberana e equânime.

A banda é um duo. Vocês pensam em fazer shows? Fariam como um duo ou chamariam outros músicos? Alguma chance de tocar no Brasil?
Felipe Roquini: Não só somos um duo, mas cada um de nós moramos num continente diferente, o que dificulta bastante caso apareçam oportunidades para shows. Não temos planos de tocar ao vivo por enquanto, mas se um dia a oportunidade aparecer teremos que montar uma live line-up. Certamente chamaríamos outros músicos pra reproduzir com fidelidade o que gravamos no CD. É possível porém um pouco improvável no momento.

Quais os próximos planos do Apokathilosis? Quando teremos um novo disco?
Felipe Roquini: Estamos compondo três ou quatro sons para um EP. Fiquem ligados na nossa página do Facebook pois teremos mais novidades em breve.

O espaço é da banda. Fique à vontade!
Felipe Roquini: O Apokathilosis celebra a bravura e grandiosidade das almas que desceram ao abismo do planeta Terra, e reforça a percepção de que a vida é incondicionalmente eterna e o espírito é e sempre será soberano. Junte-se a nós.
Obrigado ao Acervo Clave pelo espaço e apoio.

Contato:

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segunda-feira, 24 de outubro de 2016

ENDRAH - Shoot, Shovel, Shut Up EP 00069


Antes de tudo devemos levar em conta a importância do nome Endrah para o cenário da música pesada brasileira. Evidentemente que alguns torcem o nariz para a brutalidade musical da banda, mas a banda conquista cada vez mais espaço e cada vez mais fãs sem aliviar um milimetro que seja da sua proposta, que une o Hardcore, o Death Metal e a modernidade de ambos numa massa crítica de peso e versatilidade.
Este novo trabalho, o EP “Shoot, Shovel, Shut Up” traz produção límpida e bem timbrada, vocalizações brutais, cozinha muito bem estruturada e guitarras gordurosas, tudo isso aliado a temas muito bem contruídos. O groove é a tônica de todo esse trabalho e a característica mais forte do Endrah, chegando a lembrar algo do saudoso Pantera em muitas passagens, além disso o EP é recheado de mudança de andamento, algumas soberbas.
Este trabalho fecha com a faixa de “Cadáver na Barragem” do single anterior, de 2014, que leva o mesmo nome e o trabalho pode ser ouvido via streaming ou baixado pelos canais da banda.
Em tempo, "Shoot, Shovel, Shut Up" conta com cinco músicas e foi gravado no estúdio Lamparina, em São Paulo, e produzido por Tiago Hospede (Worst). Já a capa ficou nas mãos de Wagner Scaquetti.
Em suma, o Endrah nãio deixa pedra sobre pedra e nos presenteou com mais um grande trabalho, unindo versatilidade, musicalidade e muita, mas muita agressividade. Vá ouvir sabendo que vai doer!
Soberbo!!!


Line up:
Relentless - Vocais
Covero - Guitarras
Adriano Vilela - Baixo
Bruno Santin - Bateria

Tracklist:
1. Shoot, Shovel, Shut Up
2. Shame
3. Priced Out of Paradise
4. Bully
5. Cadáver na Barragem (2016)

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quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Cold Blood - Indescribable Physiognomy Of The Devil album 00068


Partindo do princípio de que, para uma banda gravar o sucessor de um álbum muito bem aceito pela crítica e pelo público não é tarefa das mais fáceis, podemos dizer que o Cold Blood superou expectatívas ao compor o sucessor de "Chronology of Satanic Events" de 2013.
Intitulado "Indescribable Physiognomy of the Devil", este novo petardo da banda se mostra infinitamente superior ao seu antecessor, mesmo que mantenha todas as características que fazem do Cold Blood uma das bandas mais respeitadas de nosso país.
A capa é mais um trabalho de respeito do artista Rafael Tavares, que assina um sem número de obras de grandes nomes do metal mundial. Aliado a isso temos uma produção de respeito, onde é possível escutar todos os detalhes dessa obra. Na minha forma de ver (ou ouvir) eu acrescentaria um pouco mais de reverb a voz, bem como um pouco mais de compressor, mas isso é apenas gosto pessoal, já que "Indescribable Physiognomy of the Devil" é um trabalho de primeira linha.
Eu ainda destacaria o trabalho das guitarras do também vocalista Diego "Arawnn" Mercadante e Artur Cirio, que nos brindam com riffs e solos incríveis que associados a cozinha “peso pesado de Markus "Mkult" Couttinho - bateria e Vitor Esteves - Baixo
Além disso o que dizer de um álbum que começa com as frases:”God is Dead. Satan Lives!”, um primor do Death Metal afrontador... No mais, "Indescribable Physiognomy of the Devil" já é ítem mais que obrigatório para quem gosta de riffs, brutalidade e temas difíceis, uma vez que banda também é letal em suas letras. Músicas rápidas aliadas as mais cadenciados tornam este um trabalho agradável de se ouvir, se é que agradável é um termo que posso ser associado ao Cold Blood...
Primoroso!!!


Line up:
Diego "Arawnn" Mercadante - Vocal/Guit
Artur Cirio - Guitarra
Markus "Mkult" Couttinho - Bateria

Tracklist:
1. Indescribable Physiognomy Of The Devil
2. Tetragrammaton
3. Darkness Above The Firmament
4. The Synchrony Of The Cursed Star
5. Cocoon Of Neophyte
6. Demons Of Nox
7. Sulphur
8. Draco/Pneumatik Phenom
9. Bury The Universe
10. Metaphysical Evil
Bonus tracks:
1. Indescribable Physiognomy Of The Devil (Instrumental version)
2. Draco/Pneumatik Phenom (Instrumental version)
3. Metaphysical Evil (Instrumental version)

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segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Distraugth - Locked Forever Album 00067



Novamente o Distraugth nos brinda com um lançamento primoroso. Os elementos que fizeram da banda destaque no cenário brasileiro ainda estão todos lá, acrescido de doses cavalares de peso e técnica, além de uma produção primorosa que soube magistralmente colocar todos os pingos nos is.
Brutalidade, velocidade, cadencia e riffs, muitos e muitos riffs fazer deste “Locked Forever” um apanhado monumental de tudo que a banda produziu nestes 26 anos de estrada, evolução aqui é um substantivo que não defina todas as qualidades do que ouvimos aqui, mas na falta de outro, nos serviremos deste mesmo.
Musicalmente falando o trabalho é irrepreensível, já que cada coisa está devidamente colocada em seu lugar, tornando a audição muito fácil e prazerosa. A produção de Renato Osorio e mixagem de Benhur Lima (músicos do espetacular Hibria), além da masterização feita por Adair Daufembach, souberam como trazer todo o espirito que envolveu este trabalho, conceitual por sinal.
Liricamente o Distraugth nos dá a sua versão do livro “Holocausto Brasileiro”, da premiada jornalista Daniela Arbex, que relata os horrores vividos pelos internos de um hospício na cidade de Barbacena, chamado Colônia, onde durante décadas foram internados à força, sem diagnóstico de doença mental e ali foram torturados, violentados e mortos sem que ninguém se importasse com seu destino. Eram apenas epilépticos, alcoólatras, homossexuais, prostitutas, meninas grávidas pelos patrões, mulheres confinadas pelos maridos, moças que haviam perdido a virgindade antes do casamento. Pesado pra você?
Além da qualidade lírica, “Locked Forever” traz riffs e solos inspirados de Ricardo Silveira e Everton Costa, linhas de baixo primorosas criadas pelo grande Nelson Casagrande e um excelente trabalho de bateria de Maurício Weimar, e na minha opinião, está é a melhor perfomance do vocalista André Meyer que deu um up na agressividade do CD.
A faixa de abertura “Between The Walls of Colônia” é assustadoramente intensa e agressiva, sendo a abertura perfeita para este trabalho, o disco segue alternando momentos de brilhantismo puro, além disso o trabalho é adornado por uma interessante capa, criada por Marcelo Vasco.
Locked Forever consolida o nome do Distraugth para o mundo, que certamente se encontra numa fase de grande inspiração.
Essencial!!



Line up:
André Meyer – vocal
Ricardo Silveira – guitarra
Everton Costa – guitarra
Nelson Casagrande – baixo
Maurício Weimar – bateria

Tracklist:
1- Between The Walls Of Colônia
2- Lost
3- Locked Forever
4- Dehumanized
5- Brazilian Holocaust
6- Shortcut To Escape
7- Blacktrade
8- The Blind Vision Of The Enemy
9- The Last Trip

Contatos:

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quinta-feira, 28 de julho de 2016

Losna – Another Ophidian Stravaganza Album 00066



A Losna é uma banda nascida em Porto Alegre (PR) em 2001 e desde o lançamento da promo “Bitter Flavors” de 2004 vem arrebanhando o respeito que merece no cenário da música pesada nacional. E agora o trio formado por Fernanda Gomes - Baixo / Vocal, Débora Gomes - Guitarra e Marcelo Índio - Bateria nos presenteia com esse “Another Ophidian Stravaganza”, e vamos combinar, este é um tremendo CD de Thrash Metal, ainda que apresente uma conotação Death.
Lançado pela UGK Discos e gravado no Estúdio 1000 ficando a produção e masterização a cargo de Fábio Lentino (The Order, Nephast) que se mostrou a opção certa, já que o álbum é repleto de timbres perfeitos e a sonoridade como um todo é ótima, achei um pouco abafada, mais por gosto pessoal que qualquer outra coisa, mas creio que poderia ter valorizando mais a visceralidade natural de cada composição.
São onze pedradas diretas e sem firulas, que evidenciam o crescimento musical da banda e de cada um dos seus membros, sim, porque é visivel o entrosamento da banda na execução de cada e faixa e mais nítido ainda a evolução de cada um em seu instrumento.
Rifs e solos sensacionals, baixo densamente pesado, bateria criativa e significativa ao trabalho da Losna como um todo, linhas incríveis de bumbo duplo e levadas certeiras que valorizaram cada nota, e claro, vocalizações agressivas que criam o clima para que liricamente a banda seja a mais contundente possível.
“Another Ophidian Stravaganza” é o que de melhor a banda fez até o momento e se continuar seguindo os mesmos passos, podem apostar que novas surpresas nos aguardam.
Sintomático!!!


Line Up:
Fernanda Gomes - Baixo / Vocal
Débora Gomes - Guitarra
Marcelo Índio - Bateria

Track list:
01. Amaro Sapore
02. Feronia
03. Back to the Grotto
04. Immiscible Pleasures
05. Project 971
06. Serpent Egg
07. Mesmerized by Rotten Meat
08. No Time for Romance
09. Animal Instinct
10. Strut
11. Pneumonia

Contatos:
www.losna.com.br/
www.facebook.com/losnametal
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quarta-feira, 27 de julho de 2016

Losna - Back To The Grotto - Vídeo

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Woslom - A Near Life Experience Album 00066



O que eu poderia dizer da Woslom que já não tenha sido dito pela quase totalidade da imprensa especializada no Brasil e do mundo? Pois é, não é tarefa das mais fáceis destrinchar um leque de sinônimos para falar das qualidades, virtudes e capacidades da banda.
Mas podemos dizer que Silvano Aguilera - vocal e guitarra, Rafael Iak - guitarra, Andre Mellado - baixo e Fernando Oster - bateria, são uma das formações mais festejadas do cenário nacional, além de serem excelentes compositores. A prova disso está contida em sua discografia que desafia qualquer um a encontrar um defeito que seja nas composições, estruturas musicais, arte gráfica, produção e afins.
Isso deixa claro que a Woslom busca a perfeição em tudo que faz, e no sucessor de “Evolustruction” de 2013, os caras presentearam os Headbangers com um lançamento no mínimo arrebatador. “A Near Life Experience” traz consigo os predicados do álbum anterior, porém aliado a uma produção soberba e cristalina. Nota-se que as turnês, tanto aqui quanto no exterior enriqueceu a bagagem da banda e isso fica claro neste novo lançamento.
De Underworld of Aggression à Thrasher’s Return, as nove faixas que compõem o álbum tem cadencia, espírito livre e musicalidade acima de qualquer suspeita, rifs e palhetadas insanas, peso soberbo, cozinha entrosada e muito criativa, aliados aos vocais viscerais de Silvano Aguilera dão a este trabalho o crédito e o respeito que a banda merece.
Os solos de Rafael Iak são de uma beleza ímpar, a urgência com que são executados torna impossível ficar parado apenas escutando, mostrando que além de qualidade o moço em questão se revela uma dos instrumentistas mais importantes de nosso país.
A Woslom é um banda para se ver nos palcos, onde os grandes se provam, já que ao vivo a intensidade de suas músicas é quantificada tornando a experiência algo único.  “A Near Life Experience” já é um clássico há mais na discografia da banda e já figura entre os grandes lançamentos do Heavy Metal brasileiro.
Irrepreensível!!!


Line up:
Rafael Iak - Guitarra
Silvano Aguilera - Vocal / Guitarra
Fernando Oster - Bateria
Andre Mellado - Baixo

Track list:
1. Underworld Of Aggression
2. A Near Life Experience
3. Brokenbones
4. Lapses Of Sin
5. Redemption
6. Unleash Your Violence
7. Lords Of War
8. Total Speed Thrash
9. Thrasher’s Return

Contatos:

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Nervosa - Hostages - Vídeo



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Anthares - Ócio - Vídeo



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AFFRONT - Under Siege - Vídeo


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Apokathilosis - Where Angels Fear to Tread Album 00065


O Apokathilosis prática aquele Black Metal cheio de fúria que permeou o cenário nos anos 90 e se consolidou como uma das mais fortes e controversas ramificações do estilo. Apesar de radicada em Dublin I(IRL) esse duo é formado por dois brasileiros que estão pouco a pouco tomando a Europa de assalto com seu som pesado, gélido e liricamente perturbador.
Já que a banda se diz “uma arma no intuito da libertação individual do transe coletivo imposto pela cultura religiosa. A necessidade de salvação, tão enraizada no inconsciente coletivo, é uma mentira. O surgimento de mestres explora essa fraqueza, tão comum na história da humanidade. Pois aqui está o conhecimento libertador: a humanidade não há do que ser salva. A música reflete esse conceito com intuito feroz e devastador”. e não tenha dúvidas que este pensamento passeia pela sua cabeça durante a audição de ‘Where Angels Fear To Tread’, disco lançado em 2015 e que foi todo produzido por Felipe Roquini  em seu home studio e remete exatamente as bandas clássicas do Black Metal,
O Apokathilosis necessita de uma certa dose de conhecimento para que seu trabalho seja absorvido de forma plena, uma vez que músicas ríspidas e vocais beirando a insanidade que não se furtam a despejar na sua cara todo o ódio aos rumos da humanidade, não são uma fórmula de sucesso entre os desavisados, mas que certamente farão a felicidade dos apreciadores do estilo, uma vez que a banda sabe se colocar e ser relevante em sua música.
Destacaria “Untameable Human Spirit” pela diversidade e “Ashes” pelo andamento, mas "Where Angels Fear to Tread" tem que ser absorvido na íntegra, então ouça tudo e chegue a sua prória conclusão do trabalho que está disponível para streaming e download no BandCamp.
Agressivo, gélido, atmosférico e rispido, como deve ser.
Recomendado aos fãs do estilo.


 Line-Up:
Felipe Roquini (Vocais, guitarras, baixo, bateria, sintetizadores)
Marttjn Rvbjn (Guitarras)

Track list:
1. Awaken Thee
2. Where Angels Fear to Tread
3. Ashes
4. To Die a Thousand Deaths
5. The Untameable Human Spirit
6. Synchronicity

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Abrasion - Leave Your Mark Album 00064


Power trio que me emocionou! Admito que o Heavy Metal tradicional é o estilo com o qual tenho mais afinidade, afinal de contas lá pelos idos de 1980, quando este que vós escreve foi inserido neste mundo, 75% das bandas que me agradavam e que eu ouvia, eram do estilo, mesmo que ali já existissem as subdivisões e os sub estilos, preocupados muito mais em confundir do que indicar o que quer que seja.
A Abrasion tem um que de Hammerfall, principalmente pelas interpretações vocais e pelos coros, mas tem personalidade e modernidade, o que, pelo menos pra mim, a torna muito mais interessante que a citada referência, além de momentos inspiradíssimos em Judas Priest, Saxon e bandas similares, mas como eu já disse, a Abrasion tem personalidade e isso conta pontos severamente favoráveis.
A banda sofreu com mudanças de formação desde a sua fundação que data de 1994, além das dificuldades que toda banda Underground neste país já conhece, mas isso não quer dizer que a banda se entregou aos horrores infligidos pelo cenário e seus frequentadores, a Abrasiom soube tirar proveito desses impasses e de tornar seu nome indefectível para todos e nem mesmo o hiato de 15 anos entre o debut e este trabalho pôde mudar os rumos a que o banda está destinada.
Após uma breve introdução o disco inicia com uma levada de guitarra linda e abre espaço para os belíssimos e muito bem executados vocais do também guitarrista Aldo Carmine, que ao lado de Romão Valladares (baixo) e Alex Vespasiano (bateria), fazem desta umas das formações mais interessantes da atualidade.
Leave Your Mark é um disco de proporções épicas, músicas bem estruturadas, melodias cativantes, vocais e backing vocais primorosos, além daquela malícia muito comum em bandas de Hard Rock.
Claro que este disco não vai mudar os rumos da música pesada no Brasil ou no mundo, mas com certeza se tornará referência no quesito qualidade e musicalidade pelo menos aqui em nossa terra. A Abrasion, ao lado da Shadows Legacy são o que de melhor surgiu para o Metal Tradicional aqui em nosso país.
Permita-se ouvir este trabalho e depois me diga se não passou o dia todo cantando os rifs ou os coros que permeiam todo o disco.
Essencial!!


 Line-up:
Aldo Carmine - Vocal/Guitarra
Romão Valladares - Baixo
Alex Vespasiano - Bateria

Track list:
01. Leave Your Mark
02. The Frontier
03. All Kinds Of Feelings
04. Lame Excuses
05. Metallize
06. Never Say Never
07. No Diplomacy
08. Don’t Turn Away
09. Eternal Flame

Contatos:
https://soundcloud.com/abrasionmetal
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quinta-feira, 14 de julho de 2016

Burnkill - Guerra e Destruição Album 00063


Essa banda nascida em 2014, na da cidade de Pouso Alegre (MG), nos presenteia com um Thrash Metal que resgata os primórdios do estilo e ainda carrega aquela carga emocional que foi muito característica no Heavy Metal brasileiro no final dos anos 80, começo dos 90, onde a fórmula da N.W.O.B.H.M. ainda era presente e acrescida de mais peso e velocidade. Isso ainda e reforçado pelo fato da banda cantar em sua língua pátria.
“Guerra e Destruição”, lançado em 2016 conta com oito músicas harmoniosamente compostas e eficientemente bem executadas e prende nossa atenção aos detalhes de cada uma delas, destaco principalmente o trabalho dos guitarristas Lucas Maia e Pablo Henrique que sabem tirar proveito do seu conhecimento e constituem momentos perfeitos para o vocalista Antony despejar em nossos ouvidos todas as mazelas da vida, sejam elas políticas, religiosas ou sociais. A cozinha formada pelo baixista Jorge Luiz e pelo baterista Anderson de Lima, confeccionam a murralha que rege o peso do Burnkill.
Percebo muitas referencias e influências ao longo deste trabalho, nada que tire pontos da banda, muito pelo contrário, notamos que o Burnkill bebeu na fonte certa e passa isso de forma eficiente para suas músicas.
A produção deixou um pouco a desejar na clareza dos timbres, tornando as coisas em “Guerra e Destruição” um tanto abafadas, me levando a crer que o impacto deste disco seria muito maior se tivessem apostado mais fichas na masterização. Mas, “Guerra e Destruição” flui muito bem aos ouvidos que no final é exatamente o que interessa, Em um resumo o Burnkill investe pesado nas suas raízes, sabem construir de forma eficaz as suas músicas e mostram muito boa vontade e vamos combinar, quem resiste a um bom Thrash Metal cantado em português.
Pra banguear na sala de visitas...


Line-up:
Antony (vocal);
Lucas Maia (guitarra);
Pablo Henrique (guitarra);
Jorge Luiz (baixo);
Anderson de Lima (bateria).

Tracks:
01 – Corredor da Morte
02 – Vivendo Uma Ilusão
03 – Guerra e Destruição
04 – Repressão
05 – Cadáver do Brasil
06 – Tempestade de Horror
07 – Chega de Mentiras
08 – Sinfonia da Guerra

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terça-feira, 12 de julho de 2016

Hellarise - Human Disgrace Single 00062



Antes de qualquer coisa, devemos levar em conta que a HellArise é uma das bandas mais proeminentes de nosso país, então, a cada lançamento, mesmo que seja um single e ainda a regravação de umas de suas músicas preferidas pelo público, acaba causando certa expectativa em que acompanha o trabalho deles de perto.
E não seria diferente, a versão para ‘Human Disgrace’ adicionou modernidade e mais “punch a original, com novas linhas de baixo e solos de guitarra. Claro que manteve as características que a fizeram ser tão querida pelo público, além disso a vocalista Flávia Mornietári continua contundente em sua interpretação.
O single pode ser baixado gratuitamente no site da banda.
Perfeito!

Track:
01.Human Disgrace

Line-up
Flávia Mornietári – Vocal
Mirella Max - Guitarra
Daniel Crivello - Guitarra
Kito Vallim – Baixo

Contatos:
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segunda-feira, 11 de julho de 2016

Astafix - "'Sabotador interno" - Entrevista



Fundada em 2009 em São Paulo (SP) e contando com músicos experientes, a banda Astafix prova que chegou pra ficar, fazendo um som maduro, inteligente, extremamente pesado e com temática lírica forte, mostrando todo o poder do Thrash Metal brasileiro.

A Astafix lançou seu primeiro álbum "End Ever" em 2009. No mesmo ano foi considerada revelação do metal nacional pela revista Roadie Crew.

Em 2010 fez sua primeira turnê no Brasil passando pelo Nordeste, Sul e Sudeste. Em 2011 a banda fez seus primeiros shows fora do país passando pelo Chile e Argentina. Em 2012 realizou uma tour Européia passando por Portugal, Espanha, Holanda, Alemanha, Bélgica e Rússia.

Em 2014 depois de uma pausa para absorver a irreparável perda do amigo e guitarrista Paulo Schroeber, voltam com nova formação, com o músico Cassio Vianna assumindo as guitarras e em 2015 lançam "Internal Saboteur".  Tivemos um bate papo com o guitarrista e vocalista Wally que você confere a seguir.

O novo álbum, 'Internal Saboteur', vem recebendo muitos elogios, sendo citado como um dos lançamentos do ano por vários sites. Vocês esperavam por esta reação tão positiva.
Wally: Foi um disco que a gente gostou bastante de fazer, claro que é dificil agradar a todos, mas esperávamos que, se as pessoas curtissem como a gente curtiu, então ja seria muito importante para nós. E essa resposta positiva nos ajuda a ir em frente.

Parte do destaque vai para enorme qualidade da produção feita em uma parceria entre Brendan Duffey e o por você. Contem-nos um pouco do processo de gravação.
Wally: Eu fico sempre com a coprodução, então eu cuido mais desta parte de musica e letra, de ver se falta alguma coisa em determinada musica, arranjos, se tem alguma parte que precisa ser cortada ou modificada, por não estar encaixando bem na composição, e também acompanho todo o processo de gravação, dando ideias e sempre buscando tirar o melhor som, eu e o Brendan temos um gosto muito parecido, então trabalhamos muito bem juntos, é sempre muito produtivo, e ele tem experiência de sobra quando se trata do assunto.

Outro destaque vai para capa, arte de Marcelo Vasco. Como surgiu a ideia?
Wally: Eu já tinha pensado em fazer a capa com o Marcelo Vasco bem antes de começar a gravação do disco, sou um grande fã do trabalho dele. Quando terminamos o album eu falei com ele sobre o nome Internal Saboteur e ele me mostrou algumas artes em que estava trabalhando, e uma dessas artes era a capa que escolhemos para o disco, acho que eu vi pelo menos cinco artes diferentes em que ele estava trabalhando, mas essa me chamou muito a atenção , porque embora ainda muito crua , tinha tudo a ver com o nome do disco, então ele pediu alguns dias e trabalhou em cima da arte que acabou ficando mais legal ainda.

Em 'Internal Saboteur' podemos ver um Astafix ainda mais complexo e variado. Como foi o processo de composição das músicas?
Wally: Todos contribuíram nesse álbum, acho que isso só ajudou a banda a crescer mais, tivemos tempo para compor, sem nenhuma pressão. Nos encontramos para fazer a pré produção e durante esse período eu escolhi as musicas que iriamos trabalhar em cima, primeiro fechamos a parte instrumental, e depois fui escrevendo parte das letras, e algumas delas em parceria com o meu amigo Brendan Duffey.

Quem é o 'sabotador interno'? As letras tem alguma ligação entre elas?
Wally: Todo mundo tem um sabotador interno dentro de si, ele está lá dentro da sua mente, mas as vezes ele pode se manifestar através de alguma ação que você possa tomar, sem perceber que está se auto sabotando, eu li algumas coisas sobre o assunto e achei interessante, alem de ser um bom nome pro disco. Pensei em fazer uma letra, de como seria o sabotador falando dentro de sua cabeça, não tratei do tema especificamente, mas fui para um lado mais fictício, como se o sabotador já estivesse dominando todos os seus pensamentos, colocando medo e ódio na sua cabeça, escravizando a sua mente. Algumas letras tem uma ligação indireta com o tema, como Unknown, Ghosts e The Dome, que falam sobre o ponto de vista de uma pessoa que está perturbada, tentando se livrar desse lado obscuro, criado pela própria mente.

Quais os planos para um futuro próximo?
Wally: Fazer mais shows, tentar levar a turnê do Internal Saboteur para todo o Brasil, é o que esperamos.

Muito obrigado pela entrevista! Deixem seu recado para nossos leitores.
Wally: Obrigado a todos que curtem o Astafix, se quiserem conhecer mais sobre a banda e saber novidades e só nos acompanhar pelo facebook ou pelo nosso site astafix.com, valeu!

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Basttardos - O Último Expresso EP 00061


O Basttardos (oriundo do Rio de Janeiro),  foi formado em 2010 e este “O Último Expresso” é o seu segundo EP de inéditas, o primeiro “Dois Contra o Mundo”. Mas este segundo disco nos mostra que banda cresceu e evoluiu, trazendo temas mais ajustados, mais pesados e despretensiosos dando um tempero fundamental ao seu estilo impossível de classificar. Mas digamos que a banda se encontra em um misto de Heavy Metal, Southern Rock.
Produção, cristalina e bem timbrada, feita pelo próprio vocalista e guitarrista Alex Campos trouxe aspectos muito interessantes a som da banda, uma vez que, no meu entender, climas e texturas são a tônica dos trabalhos do Basttardos, e liricamente a banda se mostra muito versada nos temas, então a junção de músicas muito bem construídas e o conhecimento dos temas, fazem de “O Último Expresso” um EP singular e de personalidade.
A capa ornada com uma bela ilustração que traz uma locomotiva em movimento deixa muito clara a mensagem do conteúdo deste EP, que ao longo de sua audição cativa o ouvinte muito mais pela forma carrancuda, insana e despojada com que percebemos seu conteúdo, além disso, o Basttardos se coloca em uma posição onde os temas são mais importantes que os destaques individuais e mostra mais uma vez ter acertado em cheio.
Sem exceções a este EP que já é figurinha carimbada em meu setlist
Imperdível!


Alex Campos (Guitarra e Voz)
Bernardo Martins (Bateria)
Terceiro Elemento (Baixo)


Tracklist:
01-Basttardos
02-Licor de Cereja
03-Despertar do Parto
04-Exilados

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segunda-feira, 4 de julho de 2016

Demolition - Manipulation for Tragedy EP 00060



Pontualmente o Brasil revela nomes tão expressivos na cena Metal, que não nos é possível fazer de conta que não sentimos orgulho. Apesar de ainda enfrentarmos problemas que parecem quase impossíveis de serem sanados e da nova modalidade que assola o meio na questão social, com demonstrações inverossímeis de intolerância e de falta de respeito para com o próximo.
Mas indo ao que interessa, a banda Demolition, formada em Governador Valadares (MG), nos brinda com "Manipulation for Tragedy", um EP de fúria inominável e também de qualidade acima da média. Está cópia que recebi ainda conta com os vocais de Augusto Zenn, mas a banda conta hoje com os vocais agressivos e expressivos da vocalista Thaís Teixeira, e podemos conferir a versão com ela nos vocais na página da banda no Soundcloud (link no fim da matéria).
O Thrash Metal praticado pela banda tem personalidade e agrada até os que preferem o lado mais brutal do estilo, a banda é bem entrosada e mostram muita qualidade como instrumentistas e compositores, e fazem deste EP uma grata surpresa, já que além de músicas cativantes, a produção foi eficaz e soube tirar proveito das qualidades individuais e montar o quebra cabeça de forma irrepreensível, fazendo deste um EP de personalidade.
Músicas agressivas e muito bem construídas, ótimas variações rítmicas que demonstra que a banda aposta muito mais no clima e na diversidade, e ainda podemos ver aqui e ali pitadas de um ou outro estilo mais extremo que dão o sabor especial as composições.
Certamente com o ingresso de Thaís Teixeira, a banda tornou-se mais agressiva e pontual, dando a banda aquela cara que o Brazilan Thrahs Metal exporta para o mundo, sem dúvida alguma que eu prefiro essa nova versão do Demolition e não tenho dúvidas de que muito em breve a banda dará muito o que falar no cenário.
Recomendadíssimo!


Line-up:
Thaís Teixeira - Vocais
Gabriel Vieira - Guitarras
Junior Silveira - Baixo
Wagner Oliveira - Bateria

Tracks:

1. Illusion of Fear
2. Infected Face
3. Influence
4. Manipulation for Tragedy

Contatos:
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domingo, 3 de julho de 2016

Nervosa - Agony Album 00059





Parafraseando meu amigo, Marcos Garcia, digo que se a premissa de que o primeiro lançamento de uma banda é sua apresentação e o segundo sua afirmação, podemos dizer que Agony é a consolidação da banda paulista Nervosa como um dos grandes nomes do metal mundial, sem exageros.
Como seria de se esperar, aqui encontramos a qualidade do reconhecidíssimo Thrash Metal praticado pela banda, porém, neste lançamento a banda apostou numa versão mais brutal de sí mesma, calcificando peso e velocidades alucinantes em suas músicas, além disso a produção, desta vez, cristalina e homogênea, nos dá chance de ouvir todos os detalhes desta produção feita nas cidades americanas de Davis e Ashland (California e Oregon, respectivamente), e com produção de Brendan Duffey e mixagem de Andy Classen, que dispensam maiores apresentações.
Agony contém uma dúzia de petardos certos, que se completam e ditam a fórmula mais que certeira deste lançamento da Napalm Records (aqui no Brasil o CD saiu via Shinigami Records), desde a capa, que impressiona pela sua beleza e expressividade, apostando num visual diferente do usual do estilo e passando pelo conteúdo, que ao final é o que importa.
Não me sinto confortável em apontar destaques, já que Agony é um trabalho completo na sua concepção e as atuações individuais somam muitos pontos exatamente na junção e no produto final, mas não há como não enaltecer os riffs e solos de Prika Amaral, as linhas brutais de bateria de Pitchu Ferraz, a evolução e cristalinidade do baixo, que neste trabalho é levado ao seu lugar de destaque e de direito, bem como também o trabalho vocal de Fernanda Lira que além de evoluir muito na questão da interpretação, dá um espetáculo a parte ao longo do CD, mostrando que tem conhecimento de causa, isso, porque eu ainda nem falei da faixa que fecha o CD, Wayfarer. E nem vou falar, vou deixar essa para os seus ouvidos, desavisados (mas não deixem de me contar o que acharam depois)...
Resumindo, a Nervosa cometeu um ato de grandiosidade ao apostar em músicas mais brutais, por partir em busca da qualidade extrema em suas produções e turnês e se tornar referência e um divisor de águas para os brasileiros e nós, fãs e admiradores agradecemos imensamente por isso.
Classico!!!

Line-Up
Fernanda Lira - Baixo, vocais
Prika Amaral - Guitarras, backing vocals
Pitchu Ferraz - Bateria

Tracks:

1. Arrogance
2. Theory of Conspiracy
3. Deception
4. Intolerance Means War
5. Guerra Santa
6. Failed System
7. Hostages
8. Surrounded by Serpents
9. Cyberwar  
10. Hypocrisy
11. Devastation
12. Wayfarer

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